Campos do Jordão (São Paulo, Brasil)

Campos do Jordão é um município brasileiro localizado no interior do estado de São Paulo, mais precisamente na Serra da Mantiqueira; faz parte da recém-criada Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte, sub-região 2 de Taubaté.

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A cidade fica à altitude de 1 628 metros, sendo portanto, o mais alto município brasileiro, considerando a altitude da sede. Sua população estimada, em 2014, era de 50 541 habitantes. Dista 173 km da cidade de São Paulo, 350 km do Rio de Janeiro e 500 km de Belo Horizonte. Sua principal via de acesso é a Rodovia Floriano Rodrigues Pinheiro.

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Campos do Jordão é um dos quinze municípios paulistas considerados estâncias climáticas pelo estado, por cumprirem os pré-requisitos definidos por lei estadual. Tal nomeação garante a esses municípios uma verba maior por parte do Estado para a promoção do turismo regional. O município também adquire o direito de agregar junto a seu nome o título de estância climática, termo pelo qual passa a ser designado tanto pelo expediente municipal oficial quanto pelas referências estaduais.

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Campos do Jordão é chamada de “Suíça Brasileira”, como estratégia de marketing, pela sua arquitetura tardia baseada em construções europeias e pelo seu clima mais frio que a média brasileira. Por isso, a cidade recebe maior quantidade de turistas durante a estação do inverno, especialmente no mês de julho.

 

Os primeiros habitantes conhecidos da região foram índios pertencentes a várias etnias: puris, caetés, guarulhos e cataguás. A partir do século XVI, a região começou a ser percorrida por desbravadores de origem portuguesa, como Martim Corrêa de Sá, Gaspar Vaz da Cunha e Inácio Caetano Vieira de Carvalho. A família deste último vendeu suas terras na região para Manuel Rodrigues do Jordão, cujo sobrenome veio a conferir à região seu nome atual. As terras de Jordão foram loteadas e vendidas na segunda metade do século XIX. Em 29 de abril de 1874, Mateus da Costa Pinto adquiriu alguns lotes à beira do Rio Imbiri. Esta data passou a ser considerada a data oficial de fundação do município.

 

A partir do final do século XIX, a região adquiriu a fama de ser um local indicado para o tratamento de doenças do pulmão, devido a seu excelente clima. Nas décadas de 1920 e 1930, começaram a ser construídos os primeiros sanatórios, dedicados ao tratamento de doenças pulmonares. Em 1934, Campos do Jordão separou-se de São Bento do Sapucaí para constituir município autônomo. A partir da década de 1950, o avanço da medicina fez com que a tuberculose deixasse de ser uma doença tão perigosa. Com isso, a cidade passou a desenvolver o turismo. Atualmente, é um dos principais destinos de inverno do Brasil.

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É o município com a sede administrativa mais elevada do país, atingindo 1 628 metros acima do nível do mar, onde está localizada a prefeitura da cidade, e que pode variar para mais de 2 000 metros nos arredores do município. Está localizado no maciço da Serra da Mantiqueira, uma das mais elevadas cadeias de montanhas do Brasil. Possui uma área de 289,5 km². É constantemente visitado por turistas de todo o Brasil e até mesmo do exterior, que vão à localidade para gozar do clima de inverno.

 

Campos do Jordão realiza anualmente um importante festival internacional de música erudita. Em setembro, realiza o Festival da Viola. Campos do Jordão abriga o Palácio Boa Vista, detentor de um amplo acervo de arte nacional do período colonial e do modernismo, aberto à visitação pública. Também possui o Museu Casa da Xilogravura – o maior em seu tipo existente no país – e o Museu Felícia Leirner, com esculturas a céu aberto. Junto à fábrica do Chocolate Araucária, pode-se conhecer um pouco do processo de produção do chocolate e visitar o Museu do Chocolate.

 

Dá para relaxar nas pousadas de charme, curtir a área de lazer dos hotéis e passear admirando o verde que circunda a região.

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COMO CHEGAR

De São Paulo, pegue o sistema Ayrton Senna- Carvalho Pinto (SP-070) e siga pela Rodovia Floriano Rodrigues Pinheiro (SP-123). Quem chega do Rio pega a mesma estrada a partir da saída 117 da Via Dutra (BR-116). A SP-123 é bem-conservada e tem bonita vista para um vale (fique atento a um mirante no km 44, sentido Taubaté). A empresa Pássaro Marron (0800-285-3047) faz o trajeto de três horas de ônibus entre São Paulo e Campos diariamente, com saídas em seis horários (6h, 9h, 12h, 15h, 17h e 19h30; R$ 42,35), partindo do Terminal Rodoviário Tietê.

 

COMO CIRCULAR

A partir do portal de entrada, você percorre 6 km na Avenida Januário Miráglia, com comércio e serviços concentrados nos bairros Jaguaribe e Abernéssia e cheia de radares de 50 km/h, até chegar ao Capivari, centro turístico da cidade. Por ali, a melhor maneira de circular é a pé – as ruas são estreitas, as vagas são escassas e, assim como em alguns trechos da Abernéssia, há cobrança de Zona Azul. Aqui não há semáforos, por isso, atente ao movimento de pedestres sobre a faixa.

 

UM DIA PERFEITO

Pela manhã, curta a natureza que cerca a cidade; à tarde, concentre-se no centro turístico, que reúne comércio e restaurantes. Comece pelo Horto Florestal com atividades como trilhas e tirolesa. Faça uma parada para o almoço no alemão Harry Pisek, e não deixe de provar as saborosas salsichas artesanais. Depois, siga para o Capivari, bairro mais badalado, com bons endereços para comprar malhas e chocolates. No fim de tarde, sente-se em uma das disputadas mesinhas do Baden Baden para tomar cervejas locais. Termine com um jantar no argentino Libertango.

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O GUIA RECOMENDA

Três dias – Aproveite os próximos dias para conhecer de perto os cartões-postais da região. A Pedra do Bauzinho tem trilha curta após percurso de Jipe ou quadriciclo. Já para chegar ao topo da Pedra do Baú, há trechos de escalada. Encontre outras atividades ao ar livre nos parques Aventura no Rancho, com cavalgada e tirolesa, Pesca na Montanha, com trutário e tanques de pesca, e Centro de Lazer Tarundu, com patinação e arvorismo. Não deixe de visitar os museus Palácio Boa Vista e Casa da Xilogravura. Programe um almoço no brasileiro Mina, que funciona no luxuoso Botanique Hotel & Spa; prove fondue no Matterhorn ou no Toribinha; e, se preferir um bar, o Fräulein Bierhaus tem boa carta de cervejas especiais e pratos alemães.

 

 

Noite

No inverno, quando a tarde cai, as mesas do Baden Baden são as mais disputadas – quem se cansa de esperar acaba escolhendo algum outro bar do Capivari. Por volta das 20h, promoters aparecem por ali para vender convites de festas alternativas e casas badaladas, como a Disco e o Winter Lounge.

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ONDE FICAR

A grande procura dos paulistas fez com que a cidade ganhasse uma rede hoteleira com variado nível de conforto, e diárias altas no inverno, em geral acima dos R$ 400 nas pousadas simples e acima de R$ 1000 nos hotéis de alto padrão. Entre a primavera e o outono, os preços caem mais da metade. Quem fica no Capivari está perto de bares e restaurantes badalados, mas pode sofrer com o barulho. Fora do centrinho, há hotéis de maior contato com a natureza.

 

ONDE COMER

A gastronomia é um dos principais atrativos da cidade, que divide (com Ribeirão Preto) a vice-liderança estadual em número de restaurantes estrelados no GUIA BRASIL 2015 – os três premiados são Harry Pisek, Libertango e Mina. As fondues continuam como um clássico local – a mais tradicional é a do Toribinha, mas você também encontra a receita no Le Foyer, Ludwig e Matterhorn.

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QUANDO IR

Entre Corpus Christi e o fim de julho (época do Festival de Inverno) a cidade vive seu apogeu. Com temperaturas baixas, os hotéis ficam lotados. No resto do ano, a temperatura sobe e as diárias caem – mas alguns restaurantes fecham no começo da semana.