Standard & Poor’s deja la nota de Brasil en perspectiva negativa. Qué objetivos hay detrás?

Standard & Poor’s deja la nota de Brasil en perspectiva negativa y se desploma el real. Qué hay detrás de las presiones a Brasil para que siga el camino de Argentina en el 2001 o Grecia actualmente?

 

En español:
Actualmente tiene BBB-, pero la agencia financiera podría bajar la calificación a BB+. La deuda del país quedaría, así, en la categoría especulativa. La moneda brasileña registró ayer su nivel más bajo en 12 años. La agencia de calificación financiera Standard and Poor’s (S&P) bajó hoy la perspectiva de evolución de la nota de deuda a largo plazo de Brasil. Eso significa que podría bajar de BBB- a BB+ en el mediano plazo, lo que podría hacer caer la deuda de ese país emergente a la categoría especulativa. Tras el anuncio de S&P, el real brasileño se hundió en relación con el dólar y llegó a 3,43, su nivel más bajo en 12 años.

bovespa

 

“Brasil se enfrenta a circunstancias económicas y sociales difíciles”, explicó la agencia en un comunicado, aunque concedió que las medidas de austeridad presupuestaria aprobadas recientemente fueron “un giro político importante durante el segundo mandato de la presidente Dilma Roussef”. “La cantidad de investigaciones por corrupción entre los políticos y las empresas pesa cada vez más sobre las perspectivas económicas y presupuestarias de Brasil”, advirtió S&P. “El retorno a una trayectoria de crecimiento más sólida” podría “tomar más tiempo de lo previsto”, añadió.
Standard & Poor’s teme incluso una contracción del 2% del PIB brasileño en 2015 y un crecimiento cero el año que viene, lo que implicaría un déficit presupuestario del 7,5% del PIB este año, en comparación con el 6,1% del año pasado, antes de poder situarse en un 5,2% en 2017.

El mercado brasileño apuesta por nueva alza en la tasa de interés a 14,25% anual, para contener la inflación y la caída del real. Aunque con un panorama de caída del consumo y de la producción, esta medida va a ser negativa, provocando más despidos de las empresas para soportar las pérdidas anuales por ventas.

“El Banco debe elevar la tasa en medio punto a 14,25% al año por cuenta de la inflación estimada para este año de más de 9%”, comentó a la AFP Alex Agostini, economista jefe de la calificadora de riesgo brasileña Austin Rating. “Hasta ahora no se han sentido los resultados de este reajuste monetario y es necesaria una nueva dosis”, añadió.

El centro de la meta oficial de inflación del Banco Central es de 4,5% al año, con dos puntos en más o menos de tolerancia. La séptima economía del mundo recorre en 2015 su quinto año de magro o nulo crecimiento. Para este año, el gobierno de Rousseff prevé una contracción de 1,49% del PIB.

Las medidas tomadas por el Gobierno, desde inicios del 2015 son las aclamadas por los sectores conservadores, la oposición y los organismos internacionales de crédito. Sumado a las políticas monetarias recesivas, las decisiones en materia económica del Gobierno Brasileño son las mismas que tomaría un Gobierno de derecha en cualquier lugar del mundo capitalista periférico. Digo periférico porque los miembros del G8 no toman medidas de reajustes que perjudiquen sus empresas y a sus ciudadanos.
Recortes de los “gastos” del Estado, aumento de impuestos, elevación de las tasas de interés interna, frenos a las importaciones, inflación. Son las medidas que los economistas de derecha proponen al tercer mundo. Parece que los gobiernos no aprenden, o no quieren aprender del pasado, ya que es sabido que con estas medidas, lo único que se consigue es profundizar la crisis, en un espiral sin salida.
Vemos a Grecia, con una deuda del 185% de su PBI anual, crisis social y económica grave, sufriendo las políticas de ajuste y endeudamiento que le exige la Unión Europea y el FMI, que llevan al País a una situación cada vez peor. En Brasil se sigue el mismo camino, se escucha a los mismos personajes que dan recetas “mágicas” al Gobierno, impulsando una crisis creciente, para justificar la privatización y los grandes negocios para pocos, como siempre acontece en estas situaciones, en donde los Políticos que gobiernan no tienen coraje ni fuerza de enfrentar el embate de estos sectores que tanto daño le hacen a los países en América Latina.
Es justamente lo contrario, lo que debe hacerse en un País en crisis, probado está que los casos exitosos, fueron y son, los que Gobiernos que salieron de la crisis bajando impuestos, fomentando la producción interna mediante créditos blandos; disminuyendo los aranceles a las exportaciones; reduciendo el desempleo; y negociando sus deudas a plazos y montos razonables y pagables.

 

Em Português:

O que há por trás das pressões ao Brasil para seguir o caminho da Argentina em 2001 e hoje da Grécia?
Atualmente o Brasil tem uma qualificação na Standard and Poor´s de BBB-, mas a agência financeira poderia baixar o rating para BB +. Dívida do país ficaria bem na categoria especulativa. A moeda brasileira apresentou ontem seu nível mais baixo em 12 anos. A agência de notação financeira Standard and Poors (S & P) baixou hoje a perspectiva de mudar a nota da dívida de longo prazo do Brasil. O que poderia puxar a dívida do país emergente para a categoria especulativa. Após o anúncio da S & P, o real caiu em relação ao dólar e atingiu 3,43, seu nível mais baixo em 12 anos.

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Ministro Joaquim Levy

“O Brasil enfrenta circunstâncias económicas e sociais difíceis”, disse a agência em um comunicado, embora ele admitisse que as medidas de austeridade adotadas recentemente fossem “uma grande mudança política durante o segundo mandato da presidente Dilma Rousseff.” “O número de investigações sobre corrupção entre políticos e empresas pesam cada vez mais nas perspectivas económicas e orçamentais para o Brasil”, disse a S & P. “O regresso a uma trajectória de crescimento mais forte” poderia “vai demorar mais tempo do que o esperado” acrescentou.
Standard & Poor acha que pode acontecer até uma contração de 2% do PIB brasileiro em 2015 e crescimento zero no próximo ano, o que significaria um défice orçamental de 7,5% do PIB este ano, em comparação com 6,1% no ano passado, antes que ele pudesse ficar em 5,2% em 2017.

A aposta no mercado brasileiro é um novo aumento na taxa de juros para 14,25% ao ano, para conter a inflação e queda do real. Apesar de que num quadro de queda do consumo e da produção, esta medida será negativa; fazendo com que as empresas tenham mais demissões para suportar as perdas anuais ela baixa das vendas.

“O Banco Central deve aumentar a taxa em meio ponto para 14,25% ao ano da produção estimada para este ano de mais de 9% de inflação”, disse à AFP Alex Agostini, economista-chefe da agência de classificação brasileira da Austin Rating . “Até agora não tiveram sucesso os resultados deste realinhamento monetário e uma nova dose é necessária”, acrescentou.

Parece contraditório, não é? já que se não adianta subir os juros, para qué continuar com a burrice?

As medidas tomadas pelo governo desde o início de 2015 são as aclamadas por conservadores, a oposição política e as agências internacionais de crédito. Além das políticas monetárias de recessão, as decisões econômicas do governo brasileiro são as mesmas que um Governo de direita tomaria em qualquer País do mundo capitalista periférico. Quer dizer, que nos membros do G8 não tomam medidas deste tipo, porque prejudicam os suas empresas e aos seus cidadãos.
Curtes dos “gastos” do Estado, impostos mais altos, aumento das taxas de juros internas, freios sobre as importações, inflação. São medidas que os economistas conservadores sempre propõem ao terceiro mundo. Parece que os governos não aprenderem ou não querem aprender com o passado, pois sabe-se que estas medidas, a única coisa conseguem é o de aprofundar a crise em um final sem saída com final feliz.
Vemos a Grécia, com uma dívida de 185% do PIB anual, crise social e económica grave, sofrendo políticas e dívida de ajuste que exige que a UE eo FMI, levando o país a um agravamento da situação. O Brasil está seguindo o mesmo caminho, os mesmos personagens que dão “receitas magicas”, empurrando ao País numa crescente crise para assim logo justificar a privatização e os grandes negócios para uns poucos, como sempre acontece nestas situações onde os políticos não tem coragem ou força para enfrentar o peso desses setores que causam danos graves na América Latina.
É exatamente o oposto, o que deve ser feito em um país em crise, comprovado é que os casos de sucesso foram e são, aqueles governos que saíram da crise ao baixar os impostos, promover a produção industrial nacional através de empréstimos em condições favoráveis; reduzir taxas sobre as exportações; redução do desemprego; e negociar suas dívidas em prestações e quantidades razoáveis, possíveis de pagar.