Protestos da “Copa do Povo” familias sem teto pedem justiça frente aos gastos da Copa da FIFA (São Paulo)

SÃO PAULO registrou pelo menos nove manifestações na manhã desta quinta-feira, causando um transtorno no trânsito da cidade. Somente integrantes do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto) protestaram em cinco pontos de São Paulo – inclusive nos arredores da Arena Corinthians, o Itaquerão, palco do jogo de abertura da Copa do Mundo, no dia 12 de junho. Os movimentos por moradia prometeram realizar um outro grande protesto, desta vez unificado, na quinta-feira que vem, dia 22.

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Um sexto protesto, de um outro grupo, fechou por uma hora e meia a rodovia Anhanguera, uma das mais importantes da cidade de manhã cedo nesta quinta-feira. Outras duas manifestações, dos sindicatos dos Metalúrgicos e dos Metroviários, tomaram, respectivamente, a região da Lapa (Zona Oeste) e a região do Ipiranga (Zona Sul). Uma nona manifestação, de empregados demitidos de uma empresa de telemarketing, bloqueou a avenida Paulista no final da manhã.

O MTST prometeu continuar nas ruas. Um dos coordenadores nacionais do movimento, Guilherme Boulos, disse que a próxima manifestação espera reunir 15 mil pessoas num único ato, que deve envolver também outros movimentos. O local será definido no começo da semana que vem.

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As manifestações dos movimentos sem-teto fazem parte do 15M, que promete tomar conta hoje das ruas de cidades brasileiras. Uma grande passeata está marcada para às 17h desta quinta-feira na Avenida Paulista.

Os professores municipais, que estão em greve, também vão para a rua _ eles, os metroviários, os metalúrgicos e os funcionários da empresa de telemarketing são desvinculados ao 15M.

A PM espalhou-se por vários pontos da cidade, e o trânsito está muito complicado até o início desta tarde. Tirando pneus queimados, bloqueio de rodovias e marginais, não houve confronto e nenhum grave incidente foi registrado.

O protesto com maior adesão foi o do Itaquerão, promovido pela ocupação “Copa do Povo”, em Itaquera, Zona Leste, a apenas quatro quilômetros do estádio. O acampamento “Copa do Povo” foi instalado num terreno de 150 mil metros quadrados, pertencente a uma incorporadora. Maria das Dores, outra líder do MTST, que também participou da reunião com a presidente Dilma Rousseff na semana passada, avaliou que os protestos de hoje não vai dificultar as negociações com o governo. Ela disse que a presidente não pediu que o movimento parasse com as manifestações.

– Se ela pedisse para parar com os protestos seria impossível, não temos vinculação com partido nenhum, o que nos dá autonomia. Na nossa avaliação este protesto de hoje não complica a negociação. Ela (Dilma) ouviu as nossas pautas, mas ainda não temos retorno. Se a gente não força, o retorno dela não vem – disse Maria.

Segundo a militante, o objetivo dos protestos de hoje “é mostrar as contradições da Copa”.

– Esta copa não é para o povo brasileiro. É para os gringos.

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Acreditamos que os gastos na Copa do Mundo estão sendo sobre faturados e ademais foram construídos estádios sem necessidade, como o mesmo Itaquerão que vai ficar nas mãos de um clube privado para seu uso. 1 R$ bilhão para reformar o Maracana, com a metade desse gasto poderiam ter sido construídas várias escolas e obras de esgoto para as comunidades pobres da região.

As obras que o projeto inicial contemplava para a Copa eram grandes obras de infraestrutura em aeroportos, estradas e rodovias mas quase nada disso foi feito, só ficaram os estádios e alguns deles ainda sem terminar.

A Copa do Mundo é um grande negócio para uns poucos, a FIFA e seus parceiros, as empresas multinacionais, o Brasil vai ver de longe esse negócio, só quem trabalha com turismo ou gastronomia, poderá ter um lucro maior durante o mês da Copa, mas nem se compara com os gastos do Governo Federal e os Estaduais que foram e estão sendo bilionários para satisfazer os negócios privados. Até mudaram a Lei para poder vender álcool dentro dos estádios durante a Copa, já que estava proibido, mas logicamente só poderão vender as cervejas da marca que patrocina a FIFA.

Os ingressos elevados e a maneira complicada e pouco democrática de comprá-los pela internet, num sistema por sorteio segundo a FIFA, fazem que nem o povo Brasileiro possa desfrutar dos jogos da Copa.

O programa Bolsa Copa que o governo federal vai executar parece uma piada para o povo, cada político e funcionário judiciário vai ter uma bolsa de 500 reais por jogo da copa, além de ingressos e passagens aéreas, o que é uma vergonha para um Pais com grandes necessidades, que bem poderia ter usado esse dinheiro para algo mais importante.

A Copa do Mundo há tempo que deixou de ser um evento esportivo para virar um grande negócio que usa aos Países para ter lucro para uns poucos. Dizem que a Copa vai deixar ao Brasil muitos milhões de reais, vamos ver onde vai esse dinheiro? Será que vai para moradias das famílias sem teto?, será que vai para escolas ou hospitais novos?.. vamos ver.