À 125 anos da abolição da escravatura, ainda existe hoje (Brasil)

ZumbiDosPalmaresUma das vergonhas mais grandes da humanidade tem sido a escravidão, o uso de pessoas de raça negra como se não fossem humanos iguais aos brancos, para servir aos donos deles em tarefas domesticas, trabalhos forçados sem direitos a salario, nem descanso, nem liberdade. O escravo era uma “coisa material mais” e tinha menos valor que um animal as vezes. Essa época triste da história Mundial, existe ainda hoje mas de outra maneira. Agora uma parte dos trabalhador tem uma liberdade suposta, mas pelo salário que recebe e as condições em que vive, não são muito diferentes as que tinham os escravos negros há 200 anos atrás.

Um pouco de história da luta dos escravos no Brasil:

Ano 1559: Chegaram os primeiros escravos, A Coroa portuguesa permite o ingresso de escravos no Brasil. Cada senhor de engenho poderia importar até 120 negros. 1694: Revolta em Palmares: O quilombo de Palmares (PE) é invadido e destruído. Seu líder, Zumbi, foge, mas é capturado e decapitado no ano seguinte, em 20 de novembro. Nasce a figura mítica do Zumbi dos Palmares uma referência na luta dos negros pelos direitos humanos. 1810: Pressão estrangeira sobre o Brasil: A Inglaterra na época o maior traficante de escravos do Mundo, declara ilegal o tráfico negreiro. O príncipe regente Dom João VI se compromete a estabelecer a abolição gradual. 1823: Abolição gradual: José Bonifácio apresenta uma representação à Assembleia Legislativa e Constituinte do Império propondo a extinção gradual da escravidão. 1871: Livres a partir dos 8 anos: É aprovada a Lei do Ventre Livre, que estabelece que filhos de escravas nascidos a partir daquela data seriam considerados livres a partir dos 8 anos. 1880: O abolicionista: Deputado por Pernambuco, Joaquim Nabuco apresenta projeto de lei propondo a abolição da escravidão. No mesmo ano, é criado no Rio o jornal `O Abolicionista´. 1888 Enfim, a liberdade: Pouco antes da abolição da escravatura, estouram revoltas de negros por todo o país, e suas fugas são intensificadas, principalmente no Vale do Paraíba e em Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro, e em áreas canavieiras de Pernambuco. Finalmente, em 1888, após aprovação pelo Parlamento, a princesa Isabel assina a Lei Áurea.

Embates como os que mobilizaram o Poder Legislativo brasileiro há 125 anos pelo fim da escravidão são travados até os dias de hoje. Tramita desde 1995, sem que a tramitação avançasse, uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que fortalece os instrumentos de combate à exploração do trabalhador. Em 2004, a medida ganhou força, após grande comoção popular gerada pelo assassinato de três auditores fiscais e de um motorista do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que faziam uma fiscalização no noroeste de Minas Gerais. Os produtores rurais Antério e Norberto Mânica, acusados de serem os mandantes do crime (Chacina de Unaí, em referência ao município onde os servidores foram assassinados), ainda não foram julgados. Enquanto a discussão se arrasta no Congresso, o país continua flagrando trabalhadores sendo explorados em condições análogas à escravidão. Entre 1995 e 2012, o total de trabalhadores resgatados ultrapassou 44,2 mil. E a exploração do trabalho forçado e sem remuneração não está restrito ao setor rural. Nas cidades também há escravidão moderna, principalmente nos setores de confecção, da construção civil e do comércio, além de serviços domésticos, onde os trabalhadores moram no mesmo local de trabalho e recebem um prato de comida unicamente em troca de “emprego”. Falta muito para poder dizer, estamos em uma sociedade justa e igualitária, onde todas as pessoas sejam iguais ante a Lei e ante os demais cidadãos.

Por Sebastian Baldunciel

Gentileza Revista Justice Mirror Brasil

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