Evento internacional no Rio de Janeiro: “Juventude e integração regional no Mercosul, ações e desafíos”

No dia 17 de junho de 2011 na Câmara Municipal do Rio de Janeiro foi realizado o evento internacional, organizado pela Rede de ONGs do MERCOSUL, a Coordenadoria da Juventude Cidadã da Prefeitura e a Câmara Municipal do RJ. Participaram o Vice Presidente da Câmara Municipal o Vereador Leonel Brizola Neto, a Cónsul do Uruguai Myriam Fraschini, o Presidente da Rede de ONGs do Mercosul Sebastián Baldunciel, o representante do Consulado Argentino Federico Rotter, o Presidente do Conselho Nacional de Juventude Gabriel Medina, o Coordenador Adjunto da Juventude Cidadã Rodrigo Ribeiro, Everton Gomes membro do Comitê Americano da IUSY (União Internacional das Juventudes Socialistas e Secretario de Relações Internacionais do (PDT), Marcus Barão, presidente da Rio Junior (Federação de Empresas Juniores); Ditta Dolejsiova Coordenadora da Universidade da Juventude, Jéssica Helena Teixeira Queiroz Coordenadora de Políticas Públicas de Juventude na Prefeitura do Niteroi (RJ).
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Os debatedores fizeram um diagnóstico da situação social e política atual do Brasil e do MERCOSUL, das desigualdades sociais e económicas que temos na Região, a pouca participação dos jóvens na atividade política, a visão negativa que a sociedade tem da política, o individualismo e o egoísmo das pessoas que vivem num modelo de País excludente. As caraterísticas deste Paradigma atual surgiram como conseqüência das políticas feitas pelas ditaduras militares do século XX e dos governos neo-liberais posteriores, época na qual as elites nacionais sul-americanas eram funcionais aos interesses dos EUA entregando aos nossos Países ao capital estrangeiro, provocando ainda mais pobreza e desigualdades, divisões sociais e rivalidades internas e regionais para impedir a união e o progresso da América do Sul.
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Mas também com o sistema democrático conseguimos avançes importantes no desenvolvimento nacional e na integração regional a partir do MERCOSUL. Os participantes concordaram que temos muito em comum como sociedades: uma cultura similar, falamos só dois idiomas em todo o continente, temos fontes de recursos naturais muito importantes que podem ser cruciais para que América Latina possa ser um continente desenvolvido e com uma maior importancia internacional. Por isso devemos ser inteligentes, fortalecer o bloco regional em defesa dos nossos recursos e aprofundar a cooperação técnica, educativa e produtiva em benefício da nossa população.
A integração territorial, cultural, educacional e económica do MERCOSUL é fundamental para o progresso do continente e construir um modelo de sociedade mais justo, onde os trabalhadores também sejam os beneficiários da renda das empresas, onde todos tengamos acesso a educação pública de qualidade e com oportunidades de obter um emprego dígno, e morar numa casa propria…
A falta de orçamento público em políticas de juventude foi outro dos temas importantes do debate, em geral as áreas governamentais de juventude não têm orçamento próprio, ficando como uma oficina figurativa com poucas possibilidades de ter planos de políticas públicas para melhorar a situação dos jovens realmente.
Os palestrantes apresentaram estratégias para o aumento do intercambio cultural e estudantil entre os jovens do continente latino-americano, a começar pelos países do Mercosul, cujas negociações para o desenvolvimento econômico da região começaram a quase 2 décadas. Uma dessas tem que ser o ensino do Português e do Espanhol em todas as escolas do bloco como fator crucial para o incremento da identidade latino-americana.
Mobilidade foi um dos termos mais utilizados pelos debatedores, que consideram a experimentação fundamental para o desenvolvimento pleno do jovem. Dando como exemplo na União Europeia que tem descontos na compra de bilhetes para os estudantes européios para viajar dentro do continente.
A formação de jóvens empreendedores no Brasil e no MERCOSUL tem que ser fomentada desde o setor privado e desde o setor público, para formar pessoas pensantes, com iniciativa, independentes, e não como na atualidade que o sistema educativo forma só empregados que aceitam viver com um salário de subsistência. Os créditos bancarios para o setor empreendedor jóvem deve ser uma política pública real porque esses jóvens seram os empresarios do futuro.
O conceito final foi de trabalhar em rede, juntos para procurar soluções aos problemas sociais e pensar políticas públicas de meio prazo e longo prazo para desenvolver nossos Países na cultura, na educação pública, nos processos industriais locais, na ciência e tecnologia, na medicina, etc. Sabemos que criticar e falar numa palestra são fáceis, porém nós queremos pegar o desafio de “fazer”, atuar e ser parte da tomada das decisões, trabalhar para melhorar a realidade da população do Brasil e do MERCOSUL como a nossa finalidade principal.
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